segunda-feira, 6 de abril de 2009

Matemática, amor e ódio

Eu queria MUITO sair satisfeita depois de uma prova de matemática, dessas de início de ano que só servem para a sua ficha cair e você perceber que precisa de muito mais esforço.
Ok, até me esforcei, mas sabe aquele sentimento de "eu podia ter feito mais"?
Assim que virou o ano prometi não me enrolar na escola e ser uma boa menina nas matérias (exatas) que eu mais tenho dificuldade (EXATAS!). Por acaso cumpri? É aquela pessoa no msn que é mais legal que matemática, é minha irmã cantando High School Musical que é mais legal que matemática, até mesmo o Domingão do Faustão fica mais legal que matemática. E estudar que é bom, nada.
Hoje antes da prova pedi palavras de consolo por mensagem para minha mãe (sim, minha mãe e eu trocamos mensagens de celular pela manhã durante a aula). Ela, super fofa, mandou de volta um "pensei em você agora, coragem!" com direito a emotion recém aprendido e tudo. Super fofa né? Ela, que sempre gostou mais de exatas, consegue me entender como ninguém.
Sei que ela sabe meus sintomas de ansiedade constantes em coisas simples. Sofro reações do tipo perna bamba, coração acelerado, mão gelada, suor frio e essas coisas de pré adolescente prestes a ter o primeiro beijo. No meu caso, prestes a fazer a bendita prova. Sei que ela leva isso em consideração, e modestia à parte, sabe da filha que tem.
E assim a prova foi feita. Insegura do jeito que estava (além de lenta), não saiu lá grandes coisas. Mas também pudera, me acostumei a achar qualquer coisa melhor que matemática, e adio isso o quanto puder. A lentidão aumenta, a insegurança fica mais forte.
Não queria meu segundo post falando sobre o que eu mais odeio, mas a matemática a tempos vem me atormentando e não dá para ignorar. Preciso urgentemente parar de questionar as memórias de Descartes, Pitágoras, e qualquer outro grande matemático, fingir me convencer de que suas fórmulas são úteis sim e que tudo o que eu aprendo na escola vou levar para a vida como lição. Porque afinal, preciso dela para passar no vestibular e viver feliz para sempre cursando humanas, bem longe da matemática. E dizem que amor e ódio caminham juntos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário