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sábado, 9 de maio de 2009

Bebo porque é líquido

se fosse sólido eu comeria* - é de pinguço e clichê mas meu pai insiste em repetir e eu insisto em achar graça.

Hoje rolou almoço pré dia das mães aqui em casa e faltou cerveja preta para as vovós exigentes. Quem teve que buscar?
- A gente acostumou a tomar cerveja preta quando teve nenêm minha filha, ajuda a dar leite!
Seeei, danadas!
Como minha avó achou que eu tinha cara de menor suficiente pra me barrarem no caixa, fomos comprar cerveja juntas. Foi uma vantagem: passamos mais rápido na fila de idosos e eu finalmente pude experimentar Malzbier (oi, procurei no google) - e continuo não gostando de cerveja, fiquei na coca-cola mesmo. E assim no dia 09 de maio de 2009 compro minha primeira cerveja, em grande estilo.


Não se fazem mais propagandas como antigamente.

Hoje teve outra primeira grandissíssima coisa feita em minha vida, consegui tocar a primeira música no violão, não é lindo? É aquela de Victor e Léo "Amigo Apaixonado", porque é facil e tem quatro acordes só. Eu ainda demoro pra passar do Ré pro Sol Maior (é, isso provavelmente tá errado, é que ainda não decorei nomes, só letrinhas), além de que mudo o ritmo toda hora e canto pra dentro e quase nada desafinada, mas whatever , mamãe acha que tá lindo. *-*
Beijo pros bonito, como diria luiza* (o que não necessariamente quer dizer que seja de sua própria autoria, certo ju?).

domingo, 19 de abril de 2009

Rugas Fofas

Se tem uma coisa que sensibiliza meu afeto, dos pés à cabeça, é a terceira idade. Não por achar triste ou coisa do tipo, mas não consigo ver um velhinho na rua e não sentir uma ternura diferente. É quando ficamos velhos que vão surgindo as doenças e as debilidades. Sem contar em todas as lembranças de uma juventude que não volta mais, e de um futuro bem incerto, pela lógica das coisas. Se hoje fico nostálgica pela minha infância, não gosto de pensar mais à frente.

Mesmo assim ainda vejo casais de idosos caminhando cedo no calçadão, indo à padaria, fazendo natação, aula de dança. Toda uma rotina de dar inveja a muito jovem sedentário por aí. Dizem ainda que tem gente que só aprende o que é viver na terceira idade.
Que tem velho chato e rabugento é verdade. Mas não tem coisa que me encanta mais que um velhinho simpático, bom de papo e cheio de aventuras e histórias pra contar. São merecedores de um bom ouvido, e experientes naquilo que falam.

Por serem mestres nos altos e baixos da vida, conseguem enxergar beleza nos mínimos detalhes, e vão levando do jeito que dá. Compreendendo a morte como inevitável e certa, talvez ousem mais e se importem com coisas fúteis de menos. Compreendem que todas as preocupações da juventude só serviram para pintar seus cabelos de branco, e as noites sem dormir só aumentaram o número de suas rugas. E sentem orgulho disso.

Quero poder ser uma velhinha de garra, coragem e sabedoria, e que eu possa repassar o que aprendi a todos os meus descendentes e amigos, como os velhinhos que hoje admiro fazem e fizeram. Como numa canção de Forfun, quero ser e estar feliz “pela simples noção de que é uma dádiva estar vivo, de que os caminhos são lindos, e é necessário caminhar”.

Ao meu eterno velhinho, que soube viver sem muito mais além de ser feliz